Nenhum canal digital é inviolável. Algumas ideias precisam chegar às suas mãos.
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Primeira Convocação — 8 de setembro
Cartas da América
Não quero criar mais um lugar para comentar a próxima notícia. E, quando falo em formação, não estou falando em formar políticos profissionais.
Quero ajudar a formar cidadãos mais livres: pessoas capazes de colocar a própria vida em ordem, compreender princípios e instituições e assumir responsabilidade onde estiverem.
A primeira carta parte justamente daí: Cidadão livre para uma sociedade livre.
Por que papel
Nos últimos anos, ficou impossível ignorar uma realidade: qualquer conversa mantida exclusivamente no ambiente digital continua dependendo de alguém. De uma plataforma. De uma conta. De uma regra. De uma decisão.
Até o homem mais rico do mundo descobriu que nem uma das maiores redes sociais do planeta está completamente fora desse alcance. Eu aprendi a não tratar isso como uma hipótese distante.
Por isso, há conversas que eu quero tirar do feed e colocar diretamente nas suas mãos.
Uma carta física não precisa de algoritmo para chegar até você. Você recebe. Você guarda. Ela permanece.
Foi uma das razões pelas quais Cartas da América nasceu em papel: para que essa conversa tenha permanência e não dependa apenas do feed, de uma conta ou de uma plataforma.
Por que formação
Informação está sobrando. O que falta é formação.
Nós já vimos o que acontece quando uma grande oportunidade política aparece antes de existirem pessoas, instituições e estruturas suficientemente preparadas para sustentá-la. Mas essa preparação começa antes da política.
Eu não quero repetir esse erro. Antes de querer governar o país, é preciso aprender a governar a própria vida.
Ao longo das 12 cartas, quero usar a experiência americana como ponto de observação para estudar aquilo que vem antes da mudança: liberdade. instituições. prosperidade. consciência histórica. responsabilidade. autonomia. capacidade de ação.
Os Estados Unidos não são um país perfeito, nem um modelo para ser copiado. Mas existem aqui ideias, instituições, erros e acertos que podem nos ajudar a compreender melhor o Brasil e aquilo que ainda precisamos construir.
Eu não fui embora, fui viver o manual que já tinha lido. Quero compartilhar essa experiência com você.
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8 de setembro é o começo.
Leandro Ruschel
Uma carta por mês, do país que escolhi viver para o país que não pretendo abandonar.
